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Quem vê capa, vê um pouco do coração

Vida nova para coleções de livros através de capas.

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Provável nova maneira de fazer partituras ao computador?

techjr:

Sim, este vídeo que você viu é real, um sistema de detecção de gestos que realmente pode revolucionar nossa interação com os computadores, ele promete uma precisão tão boa quanto a que temos nos melhores touchscreen’s, vale muito a pena seguir este próximo lançamento e logo termos um deste em casa heim!

Mais informações no site do fabricante

(via fox84)

Source: techjr
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(humor) Comercial Dodecafônico.

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Há mais vantagens em usar tons de cinza em partituras do que a escassez de publicações com esse recurso faz parecer. Refiro-me a aproveitar facilidades atuais de impressão e editoração, não me refiro às experiências grafistas do século XX. A opção pela escala de cinza não altera custos de impressão, mas também existem benefícios gráficos importantes no processo mais oneroso de combinar outras cores. Se o resultado da editoração for uma publicação digital, o uso de cores não traz ônus extra, embora os princípios de equilíbrio visual permaneçam. Quando há limites em escrever com apenas uma cor, é seguro adotar uma possibilidade por vez, aqui citadas ou não, e almejar contrastes sutis. A Presto vale-se do cinza principalmente para músicas com grande densidade de extranotas (óperas, análises, peças didáticas, contemporâneas etc) e para polifonia escrita em uma pauta só (cordas dedilhadas, teclas, percussão etc).

Os exemplos abaixo poderiam apresentar cinzas diferentes:
1) Separar informações correntes:

2) Hierarquizar informaçoes correntes:

3) Separar informações que não são lidas durante a execução musical mas estão dentro da música:

4) Separar idiomas em edições multilíngües:

5) Separar informações de análise:

6) Separar notas de extranotas:

7) Separar informações tipologicamente distintas (indicações musicais de indicações de cena etc):

8) Separar intervenções do editor:

9) Separar vozes:

9

Extra: Uso de cores similar ao 9:

9

10) Hierarquizar vozes:

10

 

A eficiência do uso de tons de cinza (ou de cores) em partituras estará refletida na facilidade que o músico terá ao ler. Partitura bem feita torna-se música sem ser notada.

Thiago Rocha

Músicas usadas:

  • 1, 3, 4 e 5: Des-Continuum, para violão solo, de Arthur Rinaldi;
  • 2, 3 e 7: Yerma, para solistas, coro adulto, coro infantil e orquestra, de Heitor Villa-Lobos;
  • 4: Zwinchenraum, para flauta doce contralto solo, de Flávio Oliveira;
  • 5, 6 e 8: Pedir Pra Voltar, para voz e violão, de Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Manu Lafer;
  • 6 e 7: Dreams, para percussionista solo (marimba e ações de fala/cena), de Arthur Rinaldi;
  • 8, 9 e 10: Prelúdio & Fuga em Dó Menor, para piano solo, de Paulino Chaves.
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Making-of_violao020

Partitura e Tablatura? Para a pluridade do mercado editorial, sim. A publicação de partituras “bilíngües” provê informações musicais de praticamente todos os níveis: as notas, suas interpretações, digitação clara e objetiva e, acima de tudo, dá ao leitor caminhos a escolher.
          Cada um dos sistemas oferece vantagens e desvantagens e partilham a possibilidade de utilizar recursos de uma e outra, conforme necessário. A tablatura registra a mecânica do tocar, permite maior agilidade de assimilação. A partitura registra pontos de vistas interpretativos que quem a escreve tem sobre a música.
          Ao meu ver, a tablatura resolve o provável maior problema de leitura do violão: cada nota é imediatamente localizada. Não há dúvidas quanto a isso: 5ª casa da 3ª corda é exatamente o que se lê, pois há apenas uma 5ª casa e apenas uma 3ª corda. Ler uma partitura para violão pode ser uma tarefa árdua: decodificar as notas, organizá-las de modo que possam ser executadas com fluência e sem nunca atrapalhar o que vem na sucessão dos tempos e compassos. (Aqui um esclarecimento para os não-familiarizados com partituras: nela nota-se a altura da nota, e uma mesma altura pode ser tocada em diferentes regiões do braço.)
          A idéia de que a tablatura não oferece notação rítmica procede parcialmente. O uso de figuras rítmicas sobre os numerais é recurso corrente, mas ainda não diferencia semínima de mínima. Se, de um lado há mais o que ler, de outro, ganha-se em completude. Pode-se incluir sem dificuldade extra-notas: articulações, notação de dinâmica e ainda eximir-se de aprofundar-se na digitação, informação esta inerente ao sistema.
          A partitura exige maior treinamento e conhecimento adquirido do leitor, à medida que abarca mais elementos; seu foco é notar mais da música. A tablatura, por outro lado, faz um mapa da mecânica do tocar, mostra qual o caminho a ser percorrido pelas mãos do instrumentista. A tablatura funciona como um plano cartesiano, que entrega as coordenadas de onde seu dedo vai cair, por isso é rapidamente compreendida e convertida em sons. Sim, sons, não necessariamente em música. Ela não te mostra a intenção musical do compositor ou intérprete, isso fica a cargo do instrumentista. Se este tiver competência para tal, ótimo, se não, tudo que consegue é um agrupado de sons, o que para tantos, basta.
          A partitura é o método de notação adotado há séculos para praticamente todos os instrumentos ocidentais, notável vantagem histórica. Sendo assim, é aprimorada sem cessar, desde suas formas rudimentares. A tablatura tem a desvantagem de falar tão-só para um instrumento por vez.
          Partitura ou Tablatura? Do nosso ponto de vista editorial, partitura. Pelo seu princípio, sua essência – que é toda a bagagem teórica e história que a sustenta – e não por hábito ou apego à tradição. Simplesmente porque ela contempla as bases estruturais do sistema linguístico e a clareza de pensamento de quem a escreve.
          O custo de se interiorizar os signos de uma partitura a ponto da leitura se tornar fluente é pequena frente aos benefícios a que ela conduz. Tendo a partitura nascido para comunicar música, o faz com propriedade e permite a realização de diferentes estilos e abordagens.
          Escrever uma partitura é uma atividade antes de tudo autoral, pois exige domínio da linguagem e permite estilo de escrita. Como qualquer linguagem, oferece vias para transmitir uma mesma mensagem, e a ferramenta que norteia a organização dessa mensagem é o bom-senso, codinome que atribui sucesso ao senso-comum. Isso, felizmente, permite que uma boa partitura seja mais intuitiva que a tablatura para quem tem um bom domínio da leitura.

Guilherme Schwenck

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Mais sobre Harry Crowl: http://www.harrycrowl.mus.br
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As pessoas continuam tendo de procurar os livros que compram

Feira-do-livro

O mercado editorial vende como poucas vezes vendeu, em todo planeta. Titãs da internet atual, como Amazon e Apple, fazem fortunas com ele. No Brasil, vê-se esse furor no aumento de cursos ligados à área editorial (universitários, técnicos e livres), no aumento das feiras literárias, na expansão das grandes livrarias, na difusão das máquinas de vender livros, no sucesso dos livros que viram blockbusters, no surgimento de mais editoras de nicho etc. No estrangeiro, o cenário é semelhante ou melhor. Na internet, é sintomático o crescimento de serviços como o Scribd, Google Livros, redes peer-to-peer e sites sobre e para o mercado editorial. Mas, em suma, e ao pesar da aparente contradição, as pessoas continuam tendo de procurar os livros que compram, pois estes continuam a ser vendidos nos mesmos lugares (livrarias) e não-lugares (internet). Meu ponto é que isso deve mudar.

Se você comprará uma coisa, pode comprar duas

Supermercado

Ao manter os livros isolados do quotidiano das pessoas, as editoras deixam de conseguir duas importantes fontes de renda: vendas por impulso e venda por associações, estratégias bem-sucedidas em varejos vários. A despeito de discussões éticas que estimular a venda por impulso tem, vender por associações só roça dilemas morais de autores e editores. 

Quem é instruído em um assunto específico sabe quais livros de tal assunto ler: é o comprador para o qual o (não-)lugar especializado serve bem e deve existir. Porém, a maioria das pessoas é instruída em poucos assuntos, e há até aqueles que não são instruídos em nenhum, não obstante achariam bom sê-lo em um ou outro: ambos são os prováveis compradores motivados por associações.

Fazer associações pertinentes entre um produto e outro é algo que vale muito, bilhões, no caso dos algorítmos do Google e do Facebook (links patrocionados) e da Amazon (indicações). No dia-dia, digamos em oposição ao digital, físico, prever um padrão de consumo costuma ser bem-vindo: o médico, advogado, dentista, mecânico da família, o mecânico de sempre, a vendedora de sempre etc. Poupa-se tempo quando um profissional antecipa-se ao que precisamos, àquilo que nem precisamos tanto e àquilo que não sabemos ainda que precisamos. No supermercado, dispor o molho de tomate perto do macarrão, queijo ralado e vinho é obrigatório. Na vídeo-locadora, filmes do mesmo diretor, ator principal ou temática sazonal (Natal, Halloween) estão no mesmo espaço. No posto de combustível, confere-se os fluídos do motor enquanto abastece-se. Na sala de concerto, há discos, livros e lembranças da estrela do dia. A tônica é: se você comprará uma coisa, pode comprar duas.

Vinho tinto seco serve bem com carne de cordeiro

Adobe

O ponto de partida é que mais pessoas comprem mais livros, não é mudar o mundo (para melhor ou pior), embora isso talvez acontecessem com mais pessoas comprando mais livros. Em oposição, acreditar que o livro apenas deve estar em um santuário especializado, livraria física ou digital, é resquício dos séculos em que o livro possuía valor material vultuoso, além de confortável para os donos de tais santuários. Hoje, em que a economia dos bytes tem preço, quase sempre, zero, ainda onera o livro sua importância imaterial, como realização (nobre) do intelecto humano. Não obstante a maioria dos livros ser ruim, pois é da natureza do bom ser exceção, autores, editores e leitores ganhariam com a desmitificação do livro e sua maior difusão. Isso vale também para livros que representam o melhor da espécie.

Poder-se-ia afirmar que fazer associações entre produtos tidos por artistas como banais é mais simples. Discordo citando profissionais que respiram o fazer artístico mas precisam se comunicar com seus clientes da maneira que eles os entendam: enólogos, que recomendam o objeto de estudo de suas vidas à necessidade basal que é comer, e arquitetos, que fazem habitações que, belas ou não, precisam servir para o banho diário. Onde uma pessoa que não conhece o vencedor do Nobel de Literatura de 2011 pode comprar seu livro? Na seção de Bergman da vídeo-locadora, poucas. Comprando pão sueco, outras poucas. Em loja de artigos esportivos que promova o DVD da Copa de futebol de 1958 por ocasião da de 2014, outras poucas mais. Para a matemática, um livro vendido em livraria especializada é menos que dois livros cuja venda é oriunda de um site com fotos de modelos fotográficas suecas que posam para um calendário de empresa italiana. Quero dizer, importa é vender mais para mais pessoas. Refiro-me a vender livros em lugares quaisquer mesmo, a aumentar o mercado dos livros, mas também em descentralizá-lo. As livrarias seguirão servindo a quem compreende a relevância atual da lírica contemporânea sueca, o que é salutar, a quem tem curiosidade por ver a relação de livros com livros, e sendo um provável próximo local de compra para o não-especialista, mas não o único. Um biógrafo por encomenda que trabalhe em uma cidade muito pequena, como o são a maioria das cidades do Brasil, pode vender seus livros e seu serviço de escritor no ponto comercial mais freqüentado da cidade, comumente, um bar, e, portanto, já pode prescindir das grandes livrarias físicas e digitais.

Só vejo vantagens em haver livros sobre a história do motor a combustão em uma borracharia, tal qual livros sobre a relação do desmatamento da Amazônia com o Ciclo da Borracha, livros sobre esporte a motor, livros de física básica, sobre projeto e desenho de veículos auto-motores, sobre a história do século XX, sobre a dengue… Aumentaria o consumo de livros, bons e ruins, não importa, se estes saltassem aos olhos das pessoas e dissessem “você acha que não sabe quem eu sou, mas eu sou algo que você já sabe o que é”. Afeta o padrão de consumo viver relações entre coisas e idéias, e o livro na livraria só se relaciona com o livro na livraria. Uma pessoa pode ser abstêmia e vegetariana mas saber que vinho tinto seco serve bem com carne de cordeiro, e um dia comprar vinho tinto seco ou carne de cordeiro.

(Thiago Rocha)

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5 de 5. Turris Ebúrnea, de Harry Crowl, cantata sobre poetas simbolistas paranaenses da qual fizemos a partitura. Apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba, sob regência de Helma Haller.

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4 de 5. Turris Ebúrnea, de Harry Crowl, cantata sobre poetas simbolistas paranaenses da qual fizemos a partitura. Apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba, sob regência de Helma Haller.

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3 de 5. Turris Ebúrnea, de Harry Crowl, cantata sobre poetas simbolistas paranaenses da qual fizemos a partitura. Apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba, sob regência de Helma Haller.

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2 de 5. Turris Ebúrnea, de Harry Crowl, cantata sobre poetas simbolistas paranaenses da qual fizemos a partitura. Apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba, sob regência de Helma Haller.

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1 de 5. Turris Ebúrnea, de Harry Crowl, cantata sobre poetas simbolistas paranaenses da qual fizemos a partitura. Apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba, sob regência de Helma Haller.

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Turris ebúrnea, em forma de cantata para quatro vozes solistas, narrador, coro, cravo e orquestra de cordas, foi concebida como uma peça que refletisse uma viso musical contemporânea do Paraná e, mais especialmente, Curitiba. Trata-se de uma visão onírica pessoal que reflete os estados de espírito causados pela paisagem e pelo clima subtropical muito peculiares da região. Esta não foi a primeira tentativa nesse campo, pois em 1998 escrevi o ciclo de canções Austrais, para voz e piano, baseado em poemas de Crus e Souza, além de ter escrito a obra No silêncio das noites estreladas, para conjunto de percussão, também inspirada pelo poeta catarinense. Em ambos os trabalhos o objetivo era expressar uma visão pessoal do sul do Brasil. Com o objetivo de homenagear a Camerata Antiqua de Curitiba nos seus 25 de existência, Turris ebúrnea foi criada para o grupo cujo repertório enfatiza principalmente a música religiosa barroca. Portanto, me propus o trabalho de estabelecer um diálogo entre um mundo subjetivo representado pelo simbolismo paranaense e o universo barroco presente na música dos compositores europeus e latino-americanos do século XVIII, que eu já vivenciara por mais de 10 anos em Minas Gerais. O confronto entre mundos aparentemente tão antagônicos como o atual e o barroco já tinha sido abordado em outras obras anteriores de minha autoria, como Memento mori (1987), sobre textos de Affonso Ávila, e Finismundo (1991–92), sobre texto homônimo de Haroldo de Campos. Por meio do estudo desenvolvido por Andrade Muricy na sua obra Panorama do movimento simbolista brasileiro, foi possível fazer uma seleção cuidadosa de poemas a serem musicados. (Harry Crowl)

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Mais sobre Harry Crowl: http://www.harrycrowl.mus.br

Mais sobre a publicação de Turris ebúrneahttp://www.editora.ufpr.br/detalhe_lanc.php?_index=256

Mais sobre a Camerata Antiqua de Curitibahttp://camerataantiquadecuritiba.blogspot.com e http://www.icac.curitiba.org.br/grupo/icac_detalha_grupo.asp?id=10

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Abordagens do pós-moderno em música

Abordagens do pós-moderno em música 

Livro de João Paulo Costa do Nascimento, que fez parte da Presto por dois anos.

Leitura fundamental para observar “a influência de ‘a condição pós-moderna’ sobre as abordagens do pós-moderno em música realizadas após a 1980.”

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Em primeiro lugar, a abundância de espelhos. Se há espelho, é estágio humano quereres ver-te nele. Mas nestes não te vês. Tu te procuras, buscas tua posição no espaço na qual o espelho te diga “estás aqui, e és tu mesmo”, e acabas te danando todo, te aborrecendo, porque os espelhos de Lavoisier, sejam côncavos ou convexos, te desiludem, escarnecem de ti: arredando-te, tu te encontras, mas depois te deslocas e te perdes. Aquele teatro catóptrico fora disposto para tolher-te toda identidade e fazer com que sintas inseguro de teu lugar (…). E te sentes não apenas inseguro de ti mas igualmente dos objetos colocados entre ti e outro espelho. (Umberto Eco, “O pêndulo de Foucault”)

Minha peça foi inteiramente estruturada por espelhos que resultaram da justaposição de diferentes divisões regulares de um mesmo tempo. Desta justaposição, surgiram espaços de tempo menores os quais sofreram o mesmo processo, ou seja, a justaposição de diferentes divisões; e fiz o mesmo com as partes menores que foram surgindo até chegar em estruturas rítmicas também espelhadas. Este processo de divisão de um tempo imaginário e vazio gerou – antes de começar a trabalhar com sons – coerência formal, estrutural e rítmica que deram base às notas que escrevi para o clarinete. No que diz respeito à organização das alturas, o uso de quartas justas e aumentadas resultam em sonoridades que mudam conforme a intersecção entre as quartas, ora de segunda maior, ora segunda menor. Quanto à forma, são duas grandes partes – a segunda espelho da primeira – cada uma contendo sete espelhos menores. Mas estas estruturas que chamo por espelhos não são percebidas de forma clara na escuta, pois como nos “espelhos de Lavoisier”, não há reflexos exatos, e sim distorcidos de variadas formas. Os espelhos I e simetrias resultantes não estão presentes na música que se ouve mas apenas na estrutura que está por detrás desta. Interessante é que enquanto na partitura os espelhos estão dispostos num espaço bidimensional, a música reproduz no tempo algo parecido com fatos que nos acontecem e a maneira como os recordamos. A lembrança além de imprecisa, às vezes percorre o caminho inverso dos fatos passados.

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clarinete: Luiz Alberto Requejo

BULA

  • interpretações com excessivos rubatos devem ser evitadas;
  • a indicação “//” implica uma pequena cisura mas não respiração;
  • “(#) ou (b)” aparecem quando as notas alteradas são repetidas em seguida por várias vezes;
  • notas sem haste com com “tr” e indicação “ad lib.” devem ser tocadas sem muita exatidão metronômica para o trillo poder soar com clareza;
  • no final da peça pede-se para atacar o trillo e desacelerar as notas do mesmo até atingir os valores escritos.
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Mais sobre Luiz Alberto Requejo: http://www.youtube.com/user/LuisAlbertoRequejo#p/u